Enem 2016

Suspeita de vazamento da prova do Enem 2016

7 de novembro de 2016

De acordo com a Polícia Federal (PF), foram presos candidatos no Ceará e no Amapá flagrados com o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição 2016, neste domingo (6). A polícia informou, ainda, que foi encontrado no bolso de um dos candidatos o tema e o texto da redação pronto para ser transcrito. Ele recebeu o gabarito pelo celular e usou também um ponto eletrônico na sala do exame. Há suspeita do vazamento da prova do Enem 2016.

A delegada da Polícia Federal e coordenadora do Enem no Ceará, Fernanda Coutinho, informou que a prova pode ter sido vazada. “Essa prova foi vazada de alguma forma e, não sabemos como ainda, mas os gabaritos chegaram a candidatos antes mesmo de o exame iniciar, isso é fato”, afirmou nesta segunda-feira (7).

Operação da Polícia Federal contra fraude no Enem

Neste domingo (6), segundo dia de provas do Enem 2016, a PF fez duas operações para combater fraudes no exame em diversos estados do país, e prendeu 14 pessoas. A busca da PF era por criminosos que passavam o gabarito da prova aos candidatos bem como investigação de um esquema de pontos eletrônicos para dizer as respostas aos candidatos durante a realização do Enem. Um dos candidatos presos já tinha o gabarito e uma redação pronta, apenas para ser transcrita na hora do exame.

Suspeita de vazamento da prova do Enem 2016

Suspeita de vazamento da prova do Enem 2016

Segundo a delegada da PF, o candidato preso em Fortaleza já tinha acesso ao gabarito e tema da redação por volta das 11h e 11h30 do dia da prova (horário local). Os portões foram fechados ao meio-dia e o exame começou 12h30. “Ele levou no bolso a redação já feita, somente para fazer a transcrição na hora do exame”, afirmou a delegada.

Em Macapá, um homem de 31 anos foi preso logo após deixar o local de prova. Após abordagem, ele confessou que sabia o tema da redação antes mesmo de iniciar o segundo dia de provas. Com ele, foi encontrado um texto com o assunto “intolerância religiosa”, aplicado no Enem a quase 6 milhões de candidatos em todo o país.

“A quadrilha cobrava entre 150 e 180 mil [reais], a depender da universidade que o candidato pretendia ingressar”, disse um delegado da Polícia Federal. O curso mais procurado era medicina.

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